Mísseis são armas especiais

MISSEIS         

Paiol de mísseis Ikara da Fragata Niterói

 Os mísseis são armas de guerra muito importantes, são consideradas armas especiais por sua capacidade de ataque e destruição de alvos. Na guerra moderna eles são indispensáveis, pois desde que lançados de suas plataformas balísticas contra forças inimigas, por si só processam as informações do alvo e calculam o que nós conhecemos como problema do tiro. O que vem a ser isso?

            O problema do tiro, assim chamado, é a busca do correto posicionamento da arma em relação ao alvo para que esta tenha maiores probabilidades de acerto. É muito difícil, para os alvos que deslocam-se a alta velocidade, solucionar o problema do tiro quando atira-se com armamento convencional, como os canhões e as armas de fogo de uma maneira geral.     Quando isto é feito no mar ou no ar a situação piora, porque envolve dados consideráveis nestas condições, que podem colocar em risco a precisão do disparo da arma.       As condições do vento reinante, o balanço do mar, a velocidade do navio e a velocidade do próprio alvo, são fatores que são perturbadores do bom tiro no momento do disparo da arma.

Lançamento de Míssil Ikara

 Ora, os mísseis, como armas especiais, são elementos bélicos que levam dentro da sua estrutura componentes eletrônicos e mecânicos que vão garantir, após o processamento destas informações previamente passadas pelo sistema diretor de tiro do navio, sua boa utilização com elevados índices de acerto.

            Existe mísseis ar-ar (lançados de avião contra avião), ar-superfície e vice-versa (lançados do ar contra alvos em superfície e ao contrário), e finalmente superfície-superfície (lançados da superfície contra alvos terrestres), neste último caso lembramos-nos daqueles de médio e longo alcance fabricados com ogiva nuclear pelas grandes potências no período da Guerra fria (EUA e URSS).

            Embora os mísseis de ogivas nucleares existam apenas na memória de alguns porque pouco fala-se deles na mídia atual, onde a tônica de momento é a de desarmamento, as antigas potências como Rússia ainda guardam todo o seu arsenal de mísseis.         Os mísseis Granit existentes nos seus submarinos nucleares são dos mais modernizados, pois sua cabeça diretora é capaz de solucionar cálculo para mais de 1 alvo depois de seu lançamento de submarino nuclear em direção à qualquer facção de força inimiga.

Míssil Polaris lançado de Submarino nuclear

 Um sistema de míssil que ficou famoso (e popular) na Guerra das Malvinas em 1982 foi o Exocet (exocet é o nome de um peixe voador em francês), pela sua capacidade de sobrevoar o oceano em direção ao alvo deslocando-se a baixa altitude e desviando-se por conta própria das ondas do mar. Dessa forma ele passava-se despercebido pelos radares inimigos e quase sempre sua probabilidade de acerto era de 100%.          

            Dificilmente ao ser detectado o navio podia escapar da agressão de uma explosão de um míssil Exocet.            Na Marinha brasileira nós possuímos o MM 38 e MM 40 nos nossos navios, são chamados de mísseis auto-guiados por causa da existência de sua cabeça diretora, que comanda o míssil em pleno vôo, fazendo com que ele siga os movimentos do alvo independente de suas tentativas de evasão.

            Existia na Marinha brasileira os chamados mísseis teleguiados, o Seacat e o Ikara, mas foram retirados de ação no final da década de 1990.      O Seacat era utilizados contra alvos aéreos que vinham fechando sobre o navio (o que significava dizer que não dava conta dos alvos aéreos em evasão); e o Ikara era na verdade um protótipo transportador de torpedo MK-32.     Coisas do passado.

            Atualmente temos ainda o Sea Scua e o Asrock, usados na Esquadra brasileira e na Força Aeronaval.    Os mísseis, portanto, são armas indispensáveis em qualquer sistema de Defesa, quer seja de terra, do ar, ou no mar.

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