Palavra de Honra

SINOPSE DO FILME “PALAVRA DE HONRA”

            É o tipo de filme inapropriado para maiores de setenta anos, principalmente se forem ele vítimas da guerra e não apenas como testemunha de suas atrocidades no Vietnam ou em qualquer outra parte do mundo nestes últimos 50 anos, mas também se fizerem parte dos aficionados por relatos dramáticos vivenciados em campos de batalha.

            Filme americano relata um pacto existente entre um grupo de soldados de um pelotão remanescente de uma daquelas missões surreais vividas pelos gringos na sua insanidade em 1968.

            Parece que esta celeuma é marca registrada de Hollywood.     O Vietnam não deixa de ser um tema que suscita por demais conjeturas no imaginário fértil dos roteiristas de momento.        Geralmente são produzidos filmes de guerra ao estilo de Platoon, o mais conhecido. 

            Neste filme o tenente Benjamin Tyson é torturado com lembranças do passado, quando comandou seu grupo de encontro à um hospital para estrangeiros perto de Hanói.

            Na ocasião, perdeu o controle sobre seus homens (nove soldados que já estão aposentados depois de mais de trinta anos deste acontecimento).         Depois de trinta anos, quando um deles, por questões de ordem existencial resolve desfazer este pacto de silêncio em torno do episódio, todos ficam envolvidos com a delicada questão que é posta diante da opinião pública americana.       Agora a questão é tratada como infração aos direitos humanos, e o Exército dos Estados Unidos resolve reativar o hoje bem sucedido empresário a fim de que ele seja julgado pela Corte Marcial.

            É um filme de curto investimento e ótimo passatempo para o final de semana, mas peca pelo excesso de tomadas do momento do julgamento em si e a escassez das cenas do teatro de operações real, quando seu diretor poderia dar ao espectador um retrato mais detalhado da personalidade individual de cada um de seus personagens antes que eles fossem apresentados reunidos apenas para traçar diretivas de defesa a favor do seu antigo líder, o tenente Tyson.

            Para além do desenrolar dos acontecimentos fica ao observador mais exigente a possibilidade que o roteiro oferece para análise de outras questões morais, como o código de conduta de guerra (Direitos Humanos), o peso do passado individual de cada um de nós e seus desdobramentos na história de vida pessoal da gente, e assim por diante.           

            Finalmente, como todo bom filme no qual se desenrola as já tradicionais manobras de advogados no tribunal do júri, esse filme oferece a chance de observar-se o quanto esses julgamentos podem ser declinados de uma linha de conduta imparcial por força de um corporativismo institucional. Todavia, uma virada surpreendente está prestes a acontecer com o aparecimento de uma testemunha ocular ainda viva, uma freira sobrevivente a estes fatos.       E com ela o tenente Benjamin Tyson poderá contar em seu socorro num momento tão decisivo, pois seu depoimento poderá tanto condená-lo à morte por injeção letal quanto à uma absolvição pouco provável, principalmente quando sua defesa percebe que ele tende a assumir toda a responsabilidade diante de seu acusadores.       Embora ele conte com um grande trunfo na manga, o fator surpresa consiste de imediato diante de uma argumentação marcante da parte do réu que é finalmente argüido à explicar-se perante seus acusadores e o juiz.

            Suas palavras em favor de princípios éticos altamente indispensáveis aos seres humanos, como o amor a instituições como pátria, família e escola convidam-nos a refletir sobre a brevidade da vida e o nosso papel enquanto homens diante de um mundo cruel, desumano e cada vez mais contraditório.

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