Estudo das características do FAL – Fuzil Automático Leve 7,62 mm

FAL – Fuzil Automático Leve 7,62 mm

             Hoje iniciaremos a semana com um assunto bastante atraente e não apenas para os nossos alunos aprendizes marinheiros recém-chegados à Marinha, mas a todos aqueles que se interessam no aprendizado de armas, sejam eles civis ou militares.

            Costumo chamar a atenção dos nossos alunos para o fato de que o aprendizado teórico de uma arma por si só não lhes garante a habilidade necessária para lidar com ela, pelo contrário, capacitará tão somente o homem (ou mulher) para o fim metodológico que se inicia a partir de certa intimidade com o armamento como consequência do conhecimento de si mesmo e das razões pelas quais está ligado a ele.

Fuzil Automático Leve 7,62 mm

            No caso dos aprendizes marinheiros não faltam motivos para se interessar pelo fuzil visto ser ele uma arma para utilização individual e de fácil manuseio, bastando para isto que o militar sinta-se na obrigação de bem servir à pátria quando se der conta que para isto se fará necessário empregar seus conhecimentos quando requerido pelo serviço na ativa.

            O FAL – Fuzil Automático Leve de 7,62 mm é uma arma portátil de uso individual largamente utilizado no serviço de sentinela, assim como também em operações de campo e emprego tático em operações especial pelo soldado fuzileiro naval.

            É arma de origem americana, e de fabricação brasileira.      É fabricado com material resistente, e ao mesmo tempo leve se comparado aos fuzis anteriores, como o FO e o FS, por exemplo.

            Sua desmontagem em primeiro escalão pode ser realizada a qualquer momento até mesmo na hora do seu emprego, sem a necessidade de utilização de nenhuma ferramenta especial.

            Devido às suas características próprias só pode ser empregado pelas Forças Armadas, uma vez que é dotado de grande capacidade de fogo e poder de destruição descomunal em curta distância.

            Para efeito de um conhecimento teórico devemos dividir a armas em partes específicas, a saber:

Cano – É a primeira e mais elementar parte desta arma, no seu interior é dotado de raiamento (conjunto de filetes internos ao cano no total de 4 no sentido destrorsino).

Carregador – Tipo cofre com capacidade para 20 cartuchos.

Armação – Parte inferior à Caixa de Culatra, nela está localizada a Chaveta Registro de Cadência e Segurança, chamada por alguns de Chave Seletiva de Disparo e por outros de Registro de Segurança.

Conjunto da Caixa de Culatra – É formado por esta (Caixa de Culatra)  e sua tampa.

Conjunto Ferrolho-Impulsor do Ferrolho: é constituído por duas peças que trabalho engajadas mutuamente para realizar o ciclo de funcionamento da arma através da introdução e retirada dos cartuchos do seu interior.

Aparelho Motor – É responsável pelo automatismo da arma.          O Aparelho Motor é constituído de sub-partes de outro conjunto de peças denominado também de Conjunto Obturador.

             Além destas partes principais temos ainda outras importantes para o funcionamento correto da arma.

Prática de tiro de precisão: o atirador utiliza técnicas específicas que lhe garantirá o acerto do alvo com a máxima precisão

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS

            Quanto ao tipo: Portátil;

            Quanto ao uso: Individual;

            Quanto ao carregamento: retrocarga;

            Aparelho de Pontaria: Alça de Mira com Cursor e Visor e Massa de Mira, sendo  a Alça de Mira graduada numa escala de até cinco pontos equivalentes à pontaria de alvos realizada à olho nu para uma distância de até 600 metros.
            

Alcance Eficaz com luneta – 800 metros

Alcance Eficaz sem de 600 metros

Alcance Máximo – 3.800 metros

            O emprego desta arma requer algumas precauções de segurança que são adotadas para a sua utilização eficiente e eficaz não apenas para o atirador de elite, mas também para aqueles que praticam o tiro de familiarização com o armamento.      O mais importante é saber que o mau uso do fuzil decorre principalmente do desconhecimento de suas partes e das reais necessidades de sanar alguma falha mecânica durante a sua utilização.

            Estes atos perigosos decorrentes do seu mau uso persistem principalmente pela falta de contato do militar com o fuzil, razão pela qual no nosso curso o conhecimento teórico se complementará uma prática constante não apenas em procedimentos de manuseio e utilização, mas também pelo processo de montagem/desmontagem destas parte principais da arma.  

          Quanto mais se estudará o fuzil muito mais se estará familiarizado com ele resultando com isto a excelência no desempenho do armamento também em operações que envolvem o tiro de precisão.

             Chamamos de tiro de precisão aquele em que envolve o emprego de técnicas específicas.           

São as chamadas de IPT (Instruções Preparatórias para o Tiro).     Estas instruções visam num primeiro momento a garantir a integridade do militar para o tiro de familiarização (segurança) e num segundo momento a aperfeiçoá-lo para que, se houver necessidade, esteja ele habilitado à realização do tiro de precisão.

            Assim, uma vez pronto, o militar precisará manter este padrão de adestramento no tocante ao emprego deste armamento tipicamente utilizado por homens cuja responsabilidade e a garantia de operatividade pela prática constante deste conhecimento teórico e prático são inquestionáveis para a doutrina de segurança da Organização Militar.

            O funcionamento do FAL é garantido pelo seu automatismo que é obtido pelo aproveitamento dos gases decorrentes da explosão da Carga de Projeção do Cartucho metálico para o funcionamento de algumas peças supracitadas.   Nas próximas considerações a respeito deste fuzil veremos parte de uma sequência completa de funcionamento, assim como também os mecanismos responsáveis por ele.

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3 Respostas para “Estudo das características do FAL – Fuzil Automático Leve 7,62 mm

  1. É arma de origem americana, e de fabricação brasileira. De qual literatura que vc tirou isto. Esta arma foi projetada na Bélgica pela FN na década de 50 e o primeiro pais a adota-la foi o canada. O Brasil adotou esta arma em 1964 e esta prestes a ser substituída pelo IMBEL Ia2 5,56 e 762.

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